Amor tem corpo?
Walterbrios
Qual é o corpo do amor?
Diga-me, por favor,
O que ele semeia na alma?
Estou assimilando as escalas
A cada degrau das escadas que subo
Em cada plano eu o sinto
E sei que,
Quando ele entorpece os sentidos,
É porque algo deve ter acontecido.
Amor duplicado.
Vejo dois gerando um,
Que um dia será multiplicado;
Serão muitos,
Nem todos de sentidos entorpecidos.
Alguns desconfortos,
Mas nem todos sufocados.
Quando o umbilical das ilusões é cortado,,
São tantas as primaveras que se percebe,
Tanto se aprende, ate com o desconforto do amor,
Tudo tem suas utilidades.
Alienar-se, somente do ego.
Não falo do amor do corpo doido,
Mas sei da loucura de todos,
Afinal um corpo também me carrega,
Tem sentimento e me dá sentido,
Até o sem sentido me dá alegria,
Disritmia, loucura e poesia,
Andar no côncavo e tropeçar no convexo,
Nem sempre fazer o preestabelecido
E oportunamente sexo,
Ainda estamos vivos
E sexo também é amor.
Quem me amou,
Já vi e passou
Quem me ama não me engana, nem esgana,
A flecha do amor ultrapassa a vontade de viver,
E todo mundo quer morrer de amor,
ou lesado de tanto
amar,
E o que mais importa,
Se nós temos forças pra continuar?
Pois se a nenhum lugar chegamos,
É sinal de que em algum lugar estamos,
Agora as pedras, estas podem rolar.
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