O VENTO E O TEMPO
Grãos de rochas com o
tempo
Viram montanhas de
pó,
Grão de rochas ao
relento
Com paciência de
diamante
Brilham ao sol.
O pó voa para bem
longe de si,
Nuvens de areia
distante,
Dunas que vão sumir
Devagar para longe
daqui,
O vento nada sabe da
força do outro,
Outro muro de pausa e
paciência,
O tempo não pára pelo
muro de ouro,
Tempo de pressa e
consciência,
O vento leva devagar
minha essência.
Resta a certeza do
vento em mim,
Sem paciência do meu
sangue carmim.
Na profunda imensidão
do universo
Sou um grão o pó e o
reverso,
Meus versos nas dunas
da areia,
Redemoinho circulando
na veia.
Hoje velo as canções
deste vento,
Que traduz emoções do
momento.
E o tempo não pára,
O vento...
O vento me leva para
uma poética rara.
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