quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O VENTO E O TEMPO


Grãos de rochas com o tempo
Viram montanhas de pó,
Grão de rochas ao relento
Com paciência de diamante
Brilham ao sol.
O pó voa para bem longe de si,
Nuvens de areia distante,
Dunas que vão sumir
Devagar para longe daqui,

O vento nada sabe da força do outro,
Outro muro de pausa e paciência,
O tempo não pára pelo muro de ouro,
Tempo de pressa e consciência,
O vento leva devagar minha essência.
Resta a certeza do vento em mim,
Sem paciência do meu sangue carmim.

Na profunda imensidão do universo
Sou um grão o pó e o reverso,
Meus versos nas dunas da areia,
Redemoinho circulando na veia.

Hoje velo as canções deste vento,
Que traduz emoções do momento.
E o tempo não pára,
O vento...
O vento me leva para uma poética rara.

Nenhum comentário: