sexta-feira, 18 de novembro de 2011

ANJO DO BEM

Walterbrios

Quebro a barreira do som

Pois anjo eu sou

À lascívia e crueldade

Eu dou amor

Busco quem no abismo afundou

Vítimas da serpente sagaz

Do veneno destilado

Profunda crueldade

Eu não olho pra traz

E vejo através do espelho

A falsa paz do imundo

Grito gélido do medo

Assim faz e assim fez

Eu sou um guardião do rei

Velo a consciência e a sensatez

Não preciso ouvir nada

Ao esganiço da tortura

Desembainho a minha espada

Da chama pura

E não haverá nada que fleche

Que transpasse

A quarta dimensão

Ninguém pense ser dono da área

Central da imensidão.

Os mutilados da droga

Dos dragões do mal

Serão purificados

Pela luz pela água e pelo sal

E tenho dito

De um só golpe

Será destruído

Aquele que der

O primeiro bote

Fechar-se-ão

As portas do hospício

Do imundo gargalhar.

Jamais se ouvirá

Um só resquício.

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