quinta-feira, 17 de novembro de 2011

PRIMAVERÃO FRIO

Walterbrios


Tanto frio interno e nas extremidades,
Minhas idéias confusas de primavera, verão e inverno,
Pingos de chuva lágrimas na janela, efemeridades,
Como se o verão não fosse céu e inferno.

O templário do pensamento indica o caminho,
Mas tropeço sobre nuvens ao vento,
No infinito celeste meu confuso desalinho,
Em algum lugar do universo meu alento.

O silêncio não é nada e o nada argumento,
Como o frio que agora sinto e não o sinto sozinho,
Nesse trono de lua somente o sagrado vinho,

Aí a leitura do ser teria um encantamento,
Como uma floresta de árvores de pinho
Tudo alinhado como uma roupa de linho.

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